Em uma medida considerada inédita e de forte impacto simbólico, o prefeito de Presidente Tancredo Neves, Quinha, anunciou nessa sexta-feira, (16), a suspensão provisória do próprio salário como forma de contenção de despesas diante da grave crise financeira enfrentada pelo município. A decisão ocorre após bloqueios judiciais de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), motivados por dívidas herdadas de gestões anteriores.
A suspensão salarial atinge também o vice-prefeito Juscelino Macedo e todos os secretários municipais. Segundo a administração, o objetivo é reduzir gastos administrativos e preservar a continuidade dos serviços essenciais prestados à população, em meio ao cenário de restrição orçamentária.
Em comunicado divulgado nas redes sociais oficiais da prefeitura, o governo municipal informou que a medida faz parte de um novo decreto de contingência de despesas. “Diante das restrições financeiras causadas pelo déficit previdenciário junto ao INSS, editamos um novo decreto de contingência de despesas. Como medida de responsabilidade e compromisso com a população”, destacou a gestão.
No início deste mês de janeiro, a Prefeitura de Presidente Tancredo Neves teve mais de R$ 1 milhão bloqueados em uma de suas contas, valor que comprometeu diretamente o planejamento financeiro do município. O bloqueio, decorrente de débitos previdenciários acumulados, acendeu um alerta na administração quanto ao risco de paralisação ou prejuízo em serviços básicos.
De acordo com o governo municipal, a adoção de medidas emergenciais visa atravessar o momento crítico sem comprometer áreas sensíveis como saúde, educação, assistência social e manutenção da infraestrutura urbana. A prefeitura também reforçou que está adotando providências administrativas e jurídicas para buscar alternativas que minimizem os impactos do bloqueio nas contas públicas.
A decisão do prefeito Quinha tem sido apresentada pela gestão como um gesto de austeridade e responsabilidade fiscal, em um contexto de dificuldades herdadas e de pressão sobre as finanças municipais, reforçando o discurso de que o ajuste deve começar pelo alto escalão do governo.

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