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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Prevendo prejuízo político, Jerônimo ainda tenta convencer senador a se manter como seu aliado

Em uma das conversas, Diego Coronel voltou a ouvir a proposta já apresentada anteriormente: disputar a vaga de vice-governador na chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Ângelo Coronel seria estimulado a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados

Prevendo prejuízo político, Jerônimo ainda tenta convencer senador a se manter como seu aliado
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A cúpula do governo da Bahia intensificou, nesse último final de semana, as articulações para evitar a saída definitiva do senador Ângelo Coronel (PSD) da base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT). A avaliação interna é de que o rompimento em definitivo provocaria prejuízos políticos relevantes, sobretudo pelo peso eleitoral do senador e pelo risco de seu alinhamento ao principal adversário do grupo governista, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

Antecipando esse cenário, Jerônimo e lideranças petistas iniciaram uma ofensiva para tentar manter Coronel e seus filhos no campo governista. No último final de semana, os principais dirigentes do PT concentraram esforços no deputado federal Diego Coronel (PSD), considerado um dos herdeiros políticos do senador. Telefonemas foram feitos com o objetivo de convencê-lo a permanecer no grupo e, consequentemente, influenciar a decisão do pai.

Em uma das conversas, Diego Coronel voltou a ouvir a proposta já apresentada anteriormente: disputar a vaga de vice-governador na chapa de reeleição de Jerônimo Rodrigues, enquanto Ângelo Coronel seria estimulado a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados. A estratégia busca preservar o capital político da família Coronel dentro da aliança governista e evitar que o senador leve seu apoio para o projeto oposicionista liderado por ACM Neto.

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A preocupação com o impacto de uma eventual adesão de Coronel à oposição tem mobilizado diferentes setores do governo, que enxergam no senador uma liderança com forte influência no interior do estado e capacidade de desidratar alianças locais do PT. Por isso, a palavra de ordem, neste momento, é insistir no diálogo e manter abertas todas as possibilidades de composição.

Na manhã desta segunda-feira (02), durante sua passagem pela Festa de Yemanjá, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Jerônimo Rodrigues evitou tratar a saída de Ângelo Coronel como fato consumado. Segundo o governador, as conversas seguem em andamento no âmbito do PSD. “Nós não encerramos esse processo ainda. Ainda está no âmbito do PSD. O senador Otto tem dirigido isso com tranquilidade, tentando achar uma saída para que a gente não possa perder ninguém. Não é interesse nosso”, afirmou.

Pouco antes, o próprio Ângelo Coronel confirmou que está em processo de despedida do grupo governista, embora tenha feito questão de afirmar que não guarda mágoas do senador Otto Alencar (PSD), presidente estadual da legenda. Mantendo o tom bem-humorado que lhe é característico, Coronel disse, inclusive, que espera contar com o voto do colega para o Senado no futuro.

Amigos há cerca de 40 anos e compadres, Coronel e Otto chegaram a ver a relação estremecer em razão das divergências políticas recentes. Ainda assim, o histórico de proximidade pessoal tem sido apontado como um dos poucos fatores capazes de reabrir canais de entendimento e evitar um rompimento definitivo — cenário que o governo Jerônimo Rodrigues trabalha para impedir até o último momento.

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