O marqueteiro político João Santana avaliou que o cenário da sucessão presidencial de 2026 já começa a apresentar sinais claros de reorganização, especialmente no campo da centro-direita, que, segundo ele, demonstra um nível de articulação superior ao observado em disputas anteriores. Para Santana, o movimento indica uma mudança relevante no tabuleiro eleitoral, que deixa de ser um simples “duelo nacional” para se transformar em uma engenharia complexa de blocos políticos.
Conhecido nacionalmente por conduzir campanhas vitoriosas, sobretudo as que elegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), João Santana destacou que o reagrupamento de governadores e o teste de diferentes combinações eleitorais apontam para uma estratégia mais sofisticada. “Quando governadores se reagrupam e testam combinações, o jogo deixa de ser só um duelo nacional e passa a ser engenharia de bloco”, analisou.
No centro dessa movimentação, Santana chama atenção para o trio formado pelos governadores Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSDB-RS). Segundo o marqueteiro, a atuação conjunta desses nomes pode provocar um realinhamento importante no cenário presidencial, com impacto nacional.
Entre os três, Ratinho Jr. é visto por João Santana como o nome com maior potencial de crescimento eleitoral. O governador do Paraná, na avaliação do marqueteiro, reúne condições para ampliar sua presença fora do estado e se consolidar como uma candidatura competitiva em âmbito nacional. Já Caiado e Eduardo Leite seriam peças-chave como grandes puxadores de votos, extrapolando suas bases estaduais e contribuindo para fortalecer um projeto mais amplo.
Santana também apontou outros trunfos que podem ser explorados pelo PSD e aliados na corrida presidencial. Entre os nomes citados estão a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri; e o vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões. Para o marqueteiro, essas lideranças ampliam o leque de articulações regionais e reforçam a musculatura política do bloco.
Outro personagem mencionado na análise é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), descrito por João Santana como “misterioso”. Sem cravar intenções, o marqueteiro indicou que o papel de Tarcísio ainda é uma incógnita no jogo nacional, mas com potencial de influência relevante no desfecho da disputa.
Diante desse cenário, João Santana avalia que tanto o campo governista quanto a oposição mais alinhada ao bolsonarismo terão um caminho trabalhoso pela frente. Segundo ele, as campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro precisarão lidar com um ambiente mais fragmentado, competitivo e estrategicamente articulado, o que tende a elevar o grau de dificuldade da eleição presidencial de 2026.

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