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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Jerônimo enfrenta fiasco de popularidade em agenda pelo interior da Bahia

A estratégia de associar sua imagem aos dois principais líderes do PT baiano teve como objetivo explícito reduzir os índices de rejeição que vêm sendo apontados nos bastidores e em pesquisas internas

Jerônimo enfrenta fiasco de popularidade em agenda pelo interior da Bahia
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A passagem do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), por municípios do interior do estado, no último final de semana, escancarou o desgaste político que o petista vem enfrentando junto à população. Mesmo reforçando a comitiva com nomes de peso do seu grupo — o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner — o governador não conseguiu atrair público nem criar clima político favorável durante os compromissos oficiais.

A estratégia de associar sua imagem aos dois principais líderes do PT baiano teve como objetivo explícito reduzir os índices de rejeição que vêm sendo apontados nos bastidores e em pesquisas internas. Na prática, porém, o resultado foi frustrante. Nos municípios visitados, Jerônimo foi acompanhado quase exclusivamente por políticos aliados, assessores e servidores contratados das prefeituras, sem qualquer mobilização espontânea da população.

As agendas tiveram como foco a assinatura de ordens de serviço de obras anunciadas ainda em 2023, mas que só agora foram formalizadas no papel — e, em muitos casos, sem cronograma definido para execução. A ausência de prazos claros e o atraso no cumprimento das promessas contribuíram para a frieza com que os atos foram recebidos.

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O episódio mais emblemático ocorreu em Jequié, onde o prefeito Zé Cocá, articulador influente no sudoeste baiano e prestes a confirmar apoio ao governador, não conseguiu reunir um público minimamente expressivo para acompanhar a assinatura da ordem de serviço do novo campus da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). O evento teve plateia esvaziada, clima protocolar e nenhuma demonstração de entusiasmo popular.

Cenas semelhantes já haviam sido registradas anteriormente em Itabuna e Juazeiro. Mesmo com a realização de festas de carnaval, Jerônimo Rodrigues passou praticamente despercebido pela população local, sem interação com foliões ou reconhecimento público. Novamente, o governador foi visto apenas ao lado de aliados políticos, em atos isolados do ambiente popular que tradicionalmente marca esse tipo de evento.

Os episódios reforçam a percepção de dificuldade do governo estadual em se conectar com a população do interior e levantam questionamentos sobre a efetividade da gestão e da articulação política de Jerônimo Rodrigues. A dependência de agendas burocráticas, somada à ausência de entregas concretas e ao distanciamento do eleitorado, começa a se refletir em isolamentos cada vez mais visíveis — inclusive em redutos estratégicos do estado.

Enquanto o Palácio de Ondina tenta reorganizar sua estratégia política, os sinais emitidos pelas ruas do interior baiano indicam que o governador ainda está longe de conquistar o respaldo popular necessário para sustentar seu projeto político no médio e longo prazo.

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