Uma ação hacker contra o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tentou, de forma fraudulenta, inserir mandados de prisão em nome do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As tentativas foram registradas na última quinta-feira (22), mas não chegaram a se concretizar.
Em nota oficial, o CNJ informou que identificou uma alteração indevida em um documento judicial legítimo, no qual dados originais foram substituídos por informações associadas às duas autoridades brasileiras. Segundo o órgão, a irregularidade foi rapidamente detectada pelos mecanismos internos de segurança, impedindo qualquer expedição de mandados.
“A apuração da Divisão de Segurança da Informação indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema”, afirmou o Conselho.
O CNJ fez questão de esclarecer que não houve invasão direta aos seus sistemas. De acordo com o órgão, não foram constatadas violações estruturais ou comprometimento da integridade da plataforma. “Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, destacou a instituição.
O caso acende um alerta sobre o uso indevido de credenciais de acesso e reforça a preocupação com a segurança da informação no Judiciário, especialmente diante do potencial impacto institucional que fraudes dessa natureza poderiam causar caso não fossem detectadas a tempo.
O Conselho Nacional de Justiça informou ainda que segue adotando medidas para reforçar os protocolos de segurança e evitar novas tentativas de uso indevido dos sistemas judiciais.

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