Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu constituir oficialmente um advogado para acompanhá-lo nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa de Lulinha ficará a cargo do advogado criminalista Suguimori, que no último dia 19 de janeiro protocolou pedido formal de acesso ao inquérito em curso no STF. Segundo o advogado, a equipe jurídica aguarda agora uma decisão da Corte para ter acesso integral aos autos e compreender o teor das investigações.
Até então, apesar de ter sido citado em depoimentos colhidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no INSS, Fábio Luís não havia constituído advogado. À época, a justificativa era de que ele não figurava formalmente como investigado no procedimento, o que dispensaria acompanhamento jurídico contínuo.
A mudança de postura ocorre após Lulinha passar a ser citado em relatórios e apurações da Polícia Federal como possível sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Antunes está preso desde setembro de 2025 e é apontado pelos investigadores como o principal mentor do esquema fraudulento que teria causado prejuízos bilionários aos cofres da Previdência Social.
De acordo com as investigações, o grupo teria atuado na manipulação de benefícios previdenciários, envolvendo servidores, intermediários e empresas de fachada. As suspeitas em torno de Lulinha ainda não resultaram em indiciamento formal, e a defesa sustenta que não há elementos que o vinculem a qualquer prática criminosa.
Procurado, o advogado Suguimori afirmou que a constituição da defesa tem caráter preventivo e visa garantir o pleno exercício do direito ao contraditório e à ampla defesa. “A partir do momento em que há citações e menções em investigações de tamanha complexidade, é prudente que haja acompanhamento técnico-jurídico”, destacou.
A Operação Sem Desconto segue em andamento, com novas fases previstas e a expectativa de aprofundamento das apurações sobre a atuação dos envolvidos e o destino dos recursos desviados.

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