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Após apoiar ACM Neto, Léo Santana vira alvo de pressão nas redes para ficar fora de eventos do Governo da Bahia
Simpatizantes do PT defendem que Jerônimo Rodrigues deixe de contratar o cantor, inclusive para o Carnaval; manifestações levantam debate sobre intolerância política e uso de recursos públicos.

O cantor Léo Santana, um dos principais nomes do pagode, tornou-se alvo de críticas e manifestações favoráveis a um boicote nas redes sociais após declarar apoio ao ex-prefeito ACM Neto, derrotado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026.
Com o encerramento da disputa eleitoral, publicações de internautas identificados com o campo político da esquerda e do governador reeleito passaram a defender que o artista seja excluído de futuras contratações realizadas pelo Governo da Bahia, especialmente durante o Carnaval.
A controvérsia começou a ganhar força já em setembro, quando Léo Santana manifestou publicamente apoio a ACM Neto durante uma apresentação realizada em Salvador, no dia 19 daquele mês.
Na ocasião, o artista ergueu uma bandeira com o número 44 e incentivou o público a repetir o gesto associado à campanha do candidato do União Brasil.
A manifestação não representava uma novidade. Em 2022, o cantor já havia declarado apoio ao mesmo político, que também disputava o comando do Executivo baiano contra Jerônimo Rodrigues.
Apesar disso, o novo posicionamento provocou críticas de internautas, que passaram a questionar as escolhas políticas de Léo Santana, especialmente por sua origem no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
Após as eleições, as manifestações ganharam um novo componente: a defesa de que o governo estadual deixe de contratar Léo Santana para apresentações custeadas com dinheiro público.
Em publicação feita na rede social X, em 26 de outubro, um perfil identificado como @titiasuspensa declarou:
"Se eu sou Jerônimo, Léo Santana não faz um show pelo governo do estado!"
Na mesma manifestação, o usuário sugeriu que as contratações do artista fossem realizadas pela Prefeitura de Salvador, comandada por Bruno Reis (União Brasil), aliado político de ACM Neto, inclusive durante o Carnaval.
Outras publicações passaram a expressar rejeição ao cantor, com relatos de antigos consumidores de seus shows e blocos afirmando que não pretendem mais gastar dinheiro com suas apresentações.
Um detalhe chama a atenção na controvérsia.
Em 2025, Léo Santana participou de uma campanha publicitária do próprio Governo da Bahia para divulgar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma das principais iniciativas de infraestrutura da administração de Jerônimo Rodrigues.
Na ocasião, o cantor apareceu em material de divulgação institucional relacionado ao empreendimento.
A participação em uma ação publicitária do governo, entretanto, não significa necessariamente apoio político ao governador, assim como a manifestação de preferência por ACM Neto não representa impedimento automático para a prestação de serviços artísticos ao Estado.
O episódio evidencia a diferença entre a atuação profissional de um artista e suas convicções políticas individuais.
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