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Política · Gandu

Big Lobo rebate nota da APLB e polêmica envolvendo professores e estudantes ganha novo capítulo

Empresário e ex-candidato a deputado estadual reage à manifestação do sindicato, que criticou suas declarações sobre o comportamento de educadores diante de posicionamentos políticos de estudantes.

Por Redação Diário ParaleloAtualizado em 29 de outubro de 2026 às 08:543 min de leitura
Big rebate nota de repúdio da APLB.

O empresário, professor e ex-candidato a deputado estadual Big Lobo, reagiu à nota de repúdio publicada pela APLB-Sindicato, em Gandu. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele contestou as críticas feitas pela entidade, defendeu suas declarações anteriores e questionou o posicionamento do sindicato diante de questões que envolvem a educação pública.

A manifestação ocorre após a Delegacia Sindical Cacau Norte da APLB divulgar, na terça-feira (27), uma nota de repúdio contra declarações feitas pelo empresário em um vídeo publicado no dia 22 de outubro. Na ocasião, Big questionou o comportamento de professores diante das manifestações políticas de estudantes, levantando suspeitas sobre possíveis tratamentos diferenciados em razão de preferências partidárias.

Na resposta, o empresário afirmou que suas declarações foram interpretadas de maneira equivocada e negou ter direcionado críticas a profissionais ou instituições específicas.

"No tal vídeo, não cito nome de professor, nem de escola, nem ao menos de cidade, mas parece que a carapuça doeu justamente aqui", declarou.

Big Lobo também sugeriu que a reação sindical teria ocorrido porque determinados profissionais perceberam excessos cometidos durante o período eleitoral. Segundo ele, estariam tentando utilizar sua imagem para criar um conflito com a categoria dos professores.

Um dos pontos abordados na manifestação foi a maneira como o sindicato se referiu a Big Lobo. Ele contestou a classificação de blogueiro e ressaltou sua trajetória na educação, afirmando utilizar as redes sociais apenas para manifestar opiniões e compartilhar atividades do cotidiano.

"Empresário, sim. Mas antes de ser empresário, eu sou professor. Sou professor desde os 16 anos de idade e também filho de professor", afirmou.

Ao mencionar sua experiência, Big Lobo procurou demonstrar que suas críticas não representam uma oposição à categoria, mas uma manifestação de alguém que conhece a realidade do ambiente escolar.

"Eu sempre defendi que educação não se faz com discurso, educação se faz com exemplo", acrescentou.

Outro momento de destaque ocorreu quando o empresário questionou a atuação do sindicato em relação a problemas enfrentados pela educação pública.

Big Lobo afirmou que gostaria de observar a mesma intensidade de repúdio diante de situações envolvendo políticas públicas, promessas não cumpridas por agentes políticos, utilização de transporte escolar para fins políticos, falta de merenda nas escolas e possíveis desvios de recursos destinados à educação.

Ao apresentar esses exemplos, o empresário colocou em discussão o que considera uma diferença de tratamento entre críticas dirigidas a opiniões individuais e problemas que afetam diretamente o funcionamento da rede pública de ensino.

As situações mencionadas foram apresentadas pelo empresário como exemplos de questões que, segundo ele, mereceriam posicionamentos firmes da representação sindical. O pronunciamento não apresentou, nesses trechos, documentação que permitisse associar tais irregularidades a casos específicos.

Na parte mais contundente da resposta, Big Lobo classificou como hipócrita o repúdio dirigido a um professor em razão de divergências de opinião.

"Porque repudiar um professor apenas porque eu tenho opinião diferente, isso é pura hipocrisia", afirmou.

Em seguida, reforçou sua posição contrária à utilização do ambiente escolar como espaço de mobilização político-partidária.

"Sala de aula não é lugar de palanque político e a educação é feita para ensinar a pensar e não dizer como pensar", declarou.

A afirmação sintetiza o principal argumento apresentado pelo empresário: a defesa de que a formação dos estudantes deve estimular o pensamento crítico e a autonomia, sem imposição de posicionamentos partidários.

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