Membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) viajaram à Venezuela para participar de manifestações em apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro. Segundo a organização, a mobilização tem como objetivo defender a soberania venezuelana diante do que o movimento classifica como uma ofensiva dos Estados Unidos contra o país vizinho.
Em nota, o MST afirmou que os militantes enviados integram ações de apoio a protestos contrários a uma suposta invasão norte-americana, entendida pelo movimento como parte de uma escalada de agressões à autonomia política e territorial da Venezuela. Para a organização, a iniciativa militar dos Estados Unidos representa “o ponto máximo de uma série de ataques” à soberania do país sul-americano.
De acordo com o movimento, a presença de seus integrantes na Venezuela busca reforçar ações em defesa do governo local e da população venezuelana. O MST sustenta que mantém uma “relação histórica de solidariedade” com o povo venezuelano e com organizações populares do país, o que justificaria o apoio direto às manifestações.
Nas redes sociais, o fundador do MST manifestou apoio explícito ao presidente Nicolás Maduro e defendeu sua libertação, reforçando o discurso de enfrentamento à atuação dos Estados Unidos na região. As publicações repercutiram entre apoiadores do movimento e ampliaram o debate político em torno da posição adotada pela organização.
Ainda na segunda-feira (5), o MST já havia promovido protestos em diversas capitais brasileiras contra a ofensiva do governo do presidente norte-americano Donald Trump. Os atos fizeram parte de uma mobilização nacional organizada pelo movimento, com críticas diretas à política externa dos Estados Unidos e em defesa da soberania venezuelana.
O posicionamento do MST ocorre em meio ao agravamento das tensões internacionais envolvendo a Venezuela e reacende discussões no Brasil sobre o papel de movimentos sociais em conflitos políticos fora do território nacional.

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