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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Jerônimo fica furioso após Jacques Wagner classificar seu governo como “mediano”

“Não é nenhum governador rejeitado. Tem uma avaliação que você pode chamar de mediana”, disse Wagner durante a entrevista

Jerônimo fica furioso após Jacques Wagner classificar seu governo como “mediano”
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A avaliação do senador Jaques Wagner (PT) sobre o desempenho do governo Jerônimo Rodrigues (PT) provocou repercussão no cenário político da Bahia. Durante entrevista a um programa da Band Bahia, o ex-governador classificou a atual gestão estadual como “mediana”, ao comentar as especulações sobre uma possível candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), ao Palácio de Ondina.

Wagner afirmou que não vê razão para antecipar o debate sucessório, uma vez que Jerônimo ainda cumpre o primeiro mandato à frente do Executivo baiano. Ao defender a necessidade de respeito ao tempo de governo, o senador ponderou que a administração estadual não enfrenta rejeição popular, mas reconheceu que a avaliação não é elevada.

“Não é nenhum governador rejeitado. Tem uma avaliação que você pode chamar de mediana”, disse Wagner durante a entrevista.

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A declaração ganhou destaque e foi explorada por adversários políticos do governo. O deputado federal Paulo Azi (União Brasil), presidente estadual da sigla, afirmou que a fala do senador petista confirma a percepção de grande parte da população baiana sobre os problemas enfrentados no dia a dia.

Para Azi, ao admitir que o desempenho do governo é apenas regular, Wagner reconhece falhas em áreas sensíveis como segurança pública, saúde e geração de emprego. “O próprio senador reconhece que o governo é mediano. A pergunta é simples: será que a Bahia merece um governador mediano diante de tantos desafios?”, questionou o parlamentar.

O dirigente do União Brasil também destacou que o estado tem potencial para avançar além do que vem sendo apresentado pela atual gestão. “A Bahia tem potencial para avançar muito mais. O povo baiano não pode se contentar com um governo mediano”, acrescentou.

A fala de Jacques Wagner ocorre em meio às movimentações de bastidores envolvendo a sucessão estadual de 2026 e evidencia que, mesmo dentro da base governista, há o reconhecimento de que a gestão de Jerônimo Rodrigues ainda não alcançou um desempenho considerado satisfatório por amplos setores da sociedade.

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