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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

Notícias/Justiça

Ex-deputado preso por suspeita de negociar fuga de detentos na Bahia disse que Geddel receberia R$ 1 milhão

De acordo com a delação de Joneuma, Uldurico se referia a Geddel como "chefe" e encaminhava mensagens supostamente enviadas pelo correligionário, cobrando o repasse dos valores

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) é um dos políticos citados na delação premiada da ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres. Ela firmou um acordo de colaboração com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), detalhando como facilitou a fuga de 16 detentos do presídio em dezembro de 2024.

No documento, Joneuma disse que a negociação foi feita pelo ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB), que previa o recebimento de R$ 2 milhões para favorecer a fuga de dois líderes criminosos. Ele teria dito que metade desse dinheiro seria para Geddel.

À época, Uldurico estava filiado ao MDB, partido que tem Geddel como uma de suas lideranças na Bahia. O ex-ministro, que não é investigado na ação, negou qualquer envolvimento com o caso.

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"Ela diz coisas não sobre mim, mas que ele disse para ela. No fundo, ele estava vendendo meu nome descaradamente para acalmar ela, como se eu fosse protegê-lo. O inquérito da polícia mostra quem recebeu o suposto dinheiro. O pai dele, outros vereadores, com PIX, e não faz nenhuma referência a mim", disse Geddel.

De acordo com a delação de Joneuma, Uldurico se referia a Geddel como "chefe" e encaminhava mensagens supostamente enviadas pelo correligionário, cobrando o repasse dos valores.

Geddel disse que recebeu com "profunda indignação" a notícia de que foi citado no caso. "Fui colega do pai e dos tios desse rapaz, ele foi candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, o partido [MDB] tentou ajudar... Sempre tratei ele com carinho e fui surpreendido com a delação dessa mulher, que eu nunca vi, não sei quem é, nunca tive relação", ressaltou.

Para Geddel, Uldurico é "irresponsável, inconsequente e leviano". Ele disse que se sentiu "apunhalado" pelas supostas declarações do ex-aliado político. "Trata-se de uma conversa entre dois criminosos. Ele certamente vendendo meu nome para tentar acalmar a cúmplice dele nesse crime horrível que cometeram", acusou.

Uldurico também negou o crime. A defesa dele afirmou que todas as alegações da delação são falsas, com intuito de se livrar da responsabilidade.

"Uldurico jamais teve conhecimento de plano algum de fuga, nem recebeu dinheiro nenhum por tal fato, o que pode ser facilmente comprovado. Tanto a defesa quanto o acusado estão colaborando com a Justiça para que a verdade prevaleça", disse a defesa do ex-deputado.

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