O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do modelo de segurança pública adotado por sua gestão e afirmou que não deseja criminosos mortos no estado. A declaração foi feita na última segunda-feira (29), durante entrevista concedida na sede do governo, em Salvador.
Ao comentar a atuação das forças de segurança, o petista afirmou que, embora defenda um Estado forte no combate à criminalidade, não concede “liberdade irrestrita” para a polícia agir fora dos limites da lei. Segundo Jerônimo, a Polícia Militar da Bahia não pode adotar práticas semelhantes às do crime organizado.
Ainda durante a entrevista, Jerônimo Rodrigues ressaltou que a preservação da vida deve ser um princípio central da política de segurança pública e defendeu que criminosos sejam mantidos vivos para que possam colaborar com investigações e fornecer informações relevantes ao Estado.
Para o governador, a morte de suspeitos não representa um resultado positivo no enfrentamento à violência. “Nenhuma morte que aconteça me agrada”, afirmou, acrescentando que a inteligência policial e o trabalho investigativo são fundamentais para desarticular organizações criminosas e reduzir os índices de criminalidade.
As declarações ocorrem em meio a debates sobre a atuação policial na Bahia e o aumento da violência em determinadas regiões do estado. Jerônimo tem reiterado que sua gestão busca equilibrar firmeza no combate ao crime com o respeito aos direitos humanos e ao Estado Democrático de Direito.

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