Um encontro a portas fechadas entre o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o senador Jaques Wagner (PT) movimentou os bastidores da política baiana nesta segunda-feira (05), no Palácio de Ondina, em Salvador. A reunião teve como foco principal as articulações para as eleições de 2026, especialmente a formação da chapa majoritária governista.
Segundo informações de bastidores, o encontro foi marcado por cobranças diretas de Rui Costa e Jaques Wagner ao atual governador. A principal preocupação do núcleo petista gira em torno dos elevados índices de rejeição de Jerônimo Rodrigues, que vêm aparecendo em pesquisas internas e levantamentos de opinião pública. Rui e Wagner teriam exigido ações concretas do governador com o objetivo de melhorar sua performance política e eleitoral nos próximos meses.
Ainda conforme apurado, ficou estabelecido um prazo informal até o mês de março para que Jerônimo demonstre capacidade política de reverter o cenário desfavorável e se viabilizar como candidato à reeleição. Caso isso não ocorra, o plano alternativo já estaria desenhado: Rui Costa abriria mão de uma eventual candidatura ao Senado para assumir o posto de candidato ao governo da Bahia em 2026.
Essa alternativa, segundo interlocutores, também teria como objetivo preservar a aliança com o PSD e manter o senador Angelo Coronel na base governista, evitando fissuras na composição política atual.
O próprio governador Jerônimo Rodrigues deixou transparecer a existência desse prazo durante entrevista concedida na última segunda-feira (29). Ao ser questionado sobre a formação da chapa, o petista afirmou não haver pressa e indicou que as definições ocorrerão até março.
“Eu não estou apressado não, sabe?! Eu tenho um prazo até março… nós vamos chegar, nós vamos encontrar um consenso”, declarou o governador.
Apesar do discurso público de tranquilidade, a reunião desta segunda-feira reforça que o PT baiano já trabalha com cenários alternativos e monitora de perto a viabilidade eleitoral de Jerônimo Rodrigues, num movimento que evidencia a centralidade da sucessão estadual na agenda política do partido.

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