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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Sem espaço no Rio Grande do Sul, PT desiste de apresentar candidato ao governo do estado

Sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ameaça de intervenção, o partido desistiu de liderar a chapa e agora vai apoiar a ex-deputada Juliana Brizola, do PDT

Sem espaço no Rio Grande do Sul, PT desiste de apresentar candidato ao governo do estado
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Pela primeira vez desde que foi fundado, o PT não terá um candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. Sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ameaça de intervenção, o partido desistiu de liderar a chapa e agora vai apoiar a ex-deputada Juliana Brizola, do PDT.

O acordo foi fechado nessa quinta-feira,(09), após interferência direta de Lula porque, para aderir à sua campanha, o PDT exigiu como principal contrapartida o aval dos petistas ao nome de Juliana. Depois de muitos protestos e críticas ao enquadramento vindo do Palácio do Planalto, o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Edegar Pretto (PT), abriu mão de sua candidatura.

A tendência é que Pretto seja vice na chapa encabeçada por Juliana, neta do ex-governador Leonel Brizola. Mas há um novo problema a administrar: o PSOL, que apoiava Pretto, discorda do acerto com o PDT e ameaça deixar a aliança.

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Em resolução política aprovada na terça-feira, (07), o PT decidiu determinar que a tática política no Rio Grande do Sul seja construída em conjunto com o PDT e partidos aliados, sob a liderança de Juliana Brizola. A frente de oposição é composta por PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede.

“Não há nada mais importante que a reeleição do presidente Lula”, diz um trecho do documento que passou pelo crivo da Executiva Nacional petista.

O PT governou o Rio Grande do Sul de 1999 a 2003, com Olívio Dutra, e de 2011 a 2015, com Tarso Genro. Além disso, administrou durante 16 anos consecutivos a Prefeitura de Porto Alegre. Nesta campanha, um dos argumentos para os petistas resistirem a apoiar Juliana Brizola foi o fato de o PDT integrar o governo de Eduardo Leite (PSD), classificado por eles como “neoliberal e de direita”. O partido entregou os cargos na equipe apenas recentemente.

Leite queria disputar a sucessão de Lula, mas decidiu ficar à frente do Piratini até o fim do mandato após ser preterido pelo comando do PSD, que resolveu lançar a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. Agora, Leite quer emplacar seu vice, Gabriel Souza (MDB), como candidato ao governo gaúcho.

Pesquisa de intenção de voto divulgada em 17 de março pelo instituto Real Time Big Data mostra o deputado Luciano Zucco (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, em primeiro lugar, com 31% das preferências. Juliana Brizola aparece em segundo, com 24%; Pretto, em terceiro, com 19%, e Gabriel Souza, em quarto, com 13%.

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