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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Petistas mostram preocupação e tentam contorna fala de Lula sobre não disputar reeleição

Durante entrevista concedida na última quarta-feira (08), Lula afirmou que ainda não teria certeza se disputará um novo mandato, surpreendendo até mesmo aliados próximos

Petistas mostram preocupação e tentam contorna fala de Lula sobre não disputar reeleição
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A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma eventual candidatura à reeleição em 2026 provocou uma corrida nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT) para conter desgastes e alinhar o discurso interno. Durante entrevista concedida na última quarta-feira (08), Lula afirmou que ainda não teria certeza se disputará um novo mandato, surpreendendo até mesmo aliados próximos.

A fala gerou repercussão imediata e obrigou integrantes da cúpula petista a se posicionarem publicamente. Um dos primeiros a reagir foi o senador Jacques Wagner, que tratou de minimizar o impacto da declaração. Durante coletiva realizada na quinta-feira (09), na cerimônia de posse do desembargador Maurício Kertzman como presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, o parlamentar afirmou não ter dúvidas sobre a candidatura do presidente.

O presidente Lula é um homem muito inteligente. Ele move as palavras para deixar essa dúvida na cabeça de quem quiser. Eu não tenho nenhuma dúvida, ele é candidato, com certeza”, declarou Wagner, sinalizando que a fala teria sido estratégica.

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Na mesma linha, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, também buscou afastar qualquer incerteza sobre o tema. Segundo ele, a declaração de Lula deve ser interpretada como um gesto de respeito aos ritos internos do partido.

“Ele fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária e pensa que a convenção tem que decidir. Claro que o presidente Lula é candidato”, afirmou Edinho.

Nos bastidores, a avaliação entre lideranças petistas é de que a declaração abriu espaço para especulações desnecessárias em um momento considerado sensível para a articulação política do governo. Diante disso, a estratégia passou a ser a de reforçar publicamente a ideia de unidade e de que a eventual candidatura à reeleição já é tratada como natural dentro da legenda.

A movimentação evidencia a preocupação do partido em manter coesão interna e evitar ruídos que possam impactar o cenário político futuro, sobretudo diante da centralidade da figura de Lula nas estratégias eleitorais do PT.

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