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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Prevendo derrota humilhante nas urnas, Haddad recusa disputar o governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas

A estratégia inicial do Palácio do Planalto e da cúpula petista previa que Tarcísio deixaria o governo paulista para disputar a Presidência da República, o que, na avaliação do PT, abriria espaço para uma eleição estadual menos adversa

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), decidiu não disputar o governo do estado de São Paulo nas próximas eleições e comunicou a aliados que não enfrentará o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já confirmou candidatura à reeleição. Haddad era considerado a principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar recuperar o comando do Palácio dos Bandeirantes, mas o cenário político acabou levando o ministro a recuar.

A estratégia inicial do Palácio do Planalto e da cúpula petista previa que Tarcísio deixaria o governo paulista para disputar a Presidência da República, o que, na avaliação do PT, abriria espaço para uma eleição estadual menos adversa. Com a decisão do governador de permanecer no estado e buscar um segundo mandato, as chances de vitória do partido diminuíram significativamente.

Aliados de Haddad admitem, nos bastidores, que o ministro avaliou o risco de uma derrota expressiva nas urnas, cenário que poderia enfraquecer sua trajetória política e também o projeto nacional do partido. Diante disso, optou por não se lançar candidato e já informou que pretende atuar como coordenador da campanha de Lula à reeleição, função estratégica dentro do núcleo político do governo.

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Apesar da desistência, o presidente Lula segue enxergando Fernando Haddad como o nome mais competitivo do PT em São Paulo, estado considerado o mais poderoso eleitoral e economicamente do país. Haddad já disputou o governo paulista em outras ocasiões e mantém forte identificação com o eleitorado petista, especialmente na capital e na região metropolitana.

Segundo interlocutores próximos, Haddad também já decidiu que deixará o comando do Ministério da Fazenda na semana anterior ao Carnaval, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, o que reforça sua disposição de participar ativamente da articulação política e da campanha presidencial.

Com a recusa de Haddad, o PT deve intensificar as discussões internas para definir uma alternativa ao governo de São Paulo, enquanto concentra esforços na construção de alianças e no fortalecimento do palanque de Lula no estado, considerado decisivo para o resultado nacional das eleições.

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