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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

Notícias/Política

Pesquisa que coloca Jerônimo com 52% em intenção de votos foi feita por empresa que responde processos por levantamentos fraudulentos na Bahia

Ao todo, a TML acumula 27 processos junto à Justiça Eleitoral por supostas irregularidades ou fraudes em pesquisas

Pesquisa que coloca Jerônimo com 52% em intenção de votos foi feita por empresa que responde processos por levantamentos fraudulentos na Bahia
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Uma pesquisa eleitoral divulgada na última terça-feira, (24), aponta o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), com ampla vantagem na corrida pelo Palácio de Ondina. De acordo com o levantamento, o petista aparece com 52% das intenções de voto, contra 35% do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, principal nome da oposição no estado.

O estudo foi realizado pela empresa TML de Souza Paiva Publicidades, sediada em Jaguaquara, e contratado pelo site Política ao Vivo, pelo valor de R$ 28 mil. O portal é ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e pertence a um ex-assessor da Casa Civil do governo baiano, pasta que foi comandada pelo atual ministro Rui Costa.

Apesar dos números favoráveis ao governador, a divulgação reacende debates sobre a credibilidade da empresa responsável pelo levantamento. A TML é conhecida do eleitorado baiano por já ter sido alvo de decisões da Justiça Eleitoral em eleições anteriores.

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Em 2024, a empresa respondeu a processo por divulgação de pesquisa considerada irregular em Jequié. À época, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) apontou falhas como agrupamento inadequado do eleitorado e omissão das áreas de abrangência do levantamento.

Ainda naquele ano, o TRE aplicou multa de R$ 53.205 à empresa pela ausência de informações obrigatórias em outra pesquisa divulgada no município de Rio de Contas. Segundo a decisão, não constavam dados essenciais como número de eleitores entrevistados, recorte por gênero, faixa etária, grau de instrução e nível econômico dos participantes.

Ao todo, a TML acumula 27 processos junto à Justiça Eleitoral por supostas irregularidades ou fraudes em pesquisas. Entre os municípios citados em ações estão Amargosa e Utinga, na Bahia, além de Serrita e Surubim, em Pernambuco. A Justiça Eleitoral também determinou a suspensão de um levantamento realizado pela empresa em Wenceslau Guimarães.

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