A crise no abastecimento de água no povoado do Alto dos Cai N’água, na zona rural de Itamari, voltou ao centro do debate. Há pelo menos três anos, a comunidade enfrenta graves dificuldades no fornecimento de água, enquanto aguarda uma solução definitiva por parte tanto da prefeitura, quanto do Governo da Bahia.
Em vídeo publicado nas redes sociais na última segunda-feira (09), o prefeito Everton Vasconcelos admitiu que tinha conhecimento do problema no sistema de abastecimento desde que assumiu a gestão municipal. Apesar disso, segundo o próprio gestor, as providências só começaram a ser adotadas dois anos depois.
Ainda de acordo com o prefeito, a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) chegou a realizar a perfuração de um poço na localidade, mas o serviço não apresentou o resultado esperado. O poço aberto não teve vazão suficiente para garantir o fornecimento regular de água à comunidade.
Diante da persistência do problema, em junho de 2025 o governador Jerônimo Rodrigues esteve no município e se comprometeu a implantar um novo sistema de abastecimento de água no povoado. A promessa foi recebida com expectativa pelos moradores, que aguardavam uma solução estrutural para a crise hídrica.
No entanto, passados mais de seis meses desde o anúncio, nenhuma obra foi iniciada. A ausência de avanços concretos aumentou a insatisfação da população, que relata enfrentar dificuldades diárias para ter acesso à água potável.
A situação culminou em um protesto realizado na última terça-feira (10), quando moradores bloquearam um trecho da BA-549 em forma de manifestação. O ato chamou a atenção para a precariedade do abastecimento e pressionou as autoridades por respostas mais efetivas.
Em defesa do governador, o prefeito Everton Vasconcelos pediu paciência à população e afirmou ter certeza de que o compromisso firmado por Jerônimo Rodrigues será cumprido. No entanto, o gestor não apresentou prazos nem detalhou quais medidas estão sendo adotadas para garantir a execução da obra.
Enquanto o impasse persiste, os moradores do Alto dos Cai N’água seguem convivendo com a incerteza e com a escassez de um serviço essencial, à espera de que a promessa saia do discurso e se transforme em solução concreta.

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