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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Governadora de Pernambuco diz que pode apoiar Lula, mas pede que ele não interfira na disputa no estado

O movimento da governadora ocorre em meio à pressão do PSB para que Lula atue de forma clara em favor da candidatura do prefeito do Recife, João Campos, que preside o partido e é o principal adversário de Raquel Lyra na corrida eleitoral estadual

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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), condicionou seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à manutenção de uma postura de neutralidade do Palácio do Planalto na disputa pelo governo do Estado em 2026. A exigência foi apresentada durante encontro entre os dois, realizado na semana passada, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O movimento da governadora ocorre em meio à pressão do PSB para que Lula atue de forma clara em favor da candidatura do prefeito do Recife, João Campos, que preside o partido e é o principal adversário de Raquel Lyra na corrida eleitoral estadual. Herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, João desponta como favorito nas pesquisas e conta com forte influência dentro da base aliada do governo federal.

Diante desse cenário, Lula tem buscado administrar o conflito entre aliados estratégicos no Nordeste. O presidente e João Campos têm um encontro previsto para esta terça-feira (10), quando o prefeito do Recife deve reforçar o pedido de apoio explícito do Planalto à sua candidatura e tratar de outros temas relacionados à relação entre PT e PSB.

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Apesar de integrar o PSD, partido que ensaia a construção de uma candidatura própria à Presidência da República, Raquel Lyra recebeu sinal verde do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para subir no palanque de Lula, caso considere politicamente mais vantajoso. A liberação indica uma flexibilização estratégica do PSD, que busca preservar espaços regionais e manter interlocução com o governo federal.

Aliados da governadora veem com otimismo os sinais recentes do cenário eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada no último domingo (8) apontou redução significativa da vantagem de João Campos sobre Raquel Lyra no primeiro turno. A diferença, que era de 22 pontos percentuais, caiu para 12%, reacendendo a avaliação de que a disputa pode se tornar mais equilibrada ao longo dos próximos meses.

A neutralidade de Lula em Pernambuco, no entanto, é vista como um desafio político delicado. O PSB é um dos principais partidos da base governista e tem peso relevante no Congresso Nacional, o que aumenta a complexidade da decisão do presidente entre preservar alianças nacionais e evitar rupturas em disputas estaduais estratégicas.

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