A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu nesta segunda-feira (09) a um vídeo publicado pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no qual ele afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria “cheio de ódio no coração”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ministra fez duras críticas ao parlamentar e ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Logo no início da resposta, Gleisi classificou Flávio Bolsonaro como “cara de pau” e afirmou que o sentimento de ódio, citado pelo senador, teria sido demonstrado pelo bolsonarismo contra o povo brasileiro, especialmente durante a pandemia da Covid-19. Segundo a ministra, o período foi marcado por desprezo à vida, ataques às instituições democráticas e estímulo a uma tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito.
Em outro trecho do vídeo, a ministra comentou a atuação do agora ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, acusando-o de articular e estimular a imposição de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil. De acordo com Gleisi, a movimentação teria como objetivo atingir o governo Lula e, ao mesmo tempo, tentar “salvar” o ex-presidente Jair Bolsonaro de possíveis responsabilizações judiciais.
Gleisi Hoffmann também citou o escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que resultou em uma fraude bilionária contra aposentados e pensionistas. Segundo a ministra, o esquema teria se iniciado ainda no governo de Jair Bolsonaro e só veio à tona porque, conforme destacou, a atual gestão federal determinou a investigação do caso.
“O escândalo do INSS só está sendo investigado porque foi o governo Lula que mandou apurar. Esse problema começou no governo do pai do senador”, disse.
A troca de acusações ocorre em meio à intensificação do embate político entre governo e oposição, com reflexos diretos no cenário pré-eleitoral e nas articulações para a sucessão presidencial. As declarações de Gleisi reforçam o tom adotado pelo Palácio do Planalto diante das críticas do campo bolsonarista e ampliam o clima de polarização no debate político nacional.

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