A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após críticas nas redes sociais envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Carnaval do Rio de Janeiro.
A agremiação, que homenageou o presidente na Marquês de Sapucaí, incluiu em uma de suas alas representações de famílias tradicionais e evangélicos retratados em latas de conserva — elemento alegórico que gerou forte repercussão negativa entre internautas, especialmente do segmento religioso. A escola acabou ficando na última colocação e foi rebaixada na disputa deste ano.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Gleisi afirmou que “nenhum presidente cuidou tanto das famílias brasileiras quanto Lula”. Segundo a ministra, o governo petista promoveu avanços sociais significativos, com destaque para o programa Bolsa Família, apontado por ela como responsável por transformar a realidade de milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
Na mesma postagem, Gleisi insinuou que setores da direita estariam instrumentalizando a fé e a religiosidade da população para obter vantagens político-eleitorais. Para ela, há uma tentativa deliberada de criar um ambiente de conflito onde, segundo argumenta, não há ação direta do governo federal.
A ministra classificou como “oportunismo” e “hipocrisia” as críticas direcionadas ao presidente e ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a homenagem feita pela escola de samba não pode ser confundida com posicionamento oficial do governo.
A polêmica ocorre em meio à crescente sensibilidade do debate político envolvendo religião no Brasil, especialmente no que diz respeito ao eleitorado evangélico — grupo que tem papel estratégico nas disputas eleitorais e que, historicamente, apresenta maior resistência ao PT.

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