O almoço da primeira-dama Janja e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no final de semana foi alvo de críticas após um post mostrando qual seria o cardápio do dia: uma paca, um roedor silvestre muito comum em países das Américas.
A polêmica surgiu porque, por se tratar de um animal silvestre, é proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha sem registro legal, segundo rege a Lei de Proteção à Fauna e na Lei de Crimes Ambientais.
São considerados animais silvestres aqueles que vivem livremente na natureza e mantêm seus ciclos de vida sem dependência humana. Esse grupo inclui desde insetos polinizadores até grandes mamíferos, como onças e antas, além de aves, répteis e quelônios.
A pena para o cometimento de quaisquer uma dessas práticas, prevista na legislação, está sujeita a detenção de seis meses a um ano, e multa.
Após toda a polêmica, e os ataques nos comentários no vídeo, postado no Instagram, Janja explicou a utilização do animal no almoço de família.
“Ei, pessoal! A carne foi um presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no @globorural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo IBAMA, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, disse ela.

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