O que antes era vendido como uma "parceria pela democracia" acaba de se transformar no maior pesadelo político do governo. A prisão de Raphael Sousa, o poderoso chefão da página Choquei, pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, abre a caixa de Pandora de uma relação íntima, perigosa e estrategicamente montada entre o "gabinete do amor" e a cúpula do PT.
As investigações e o histórico de interações revelam que a Choquei não era apenas uma página de fofocas; era a voz extraoficial da primeira-dama, Janja Silva. O acesso de Raphael Sousa era tão irrestrito que ele circulava pelos corredores do Palácio da Alvorada e do Planalto como se fosse um ministro sem pasta.
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Fontes indicam que Janja não apenas curtia as postagens, mas pautava o perfil, enviando conteúdos exclusivos e trocando mensagens frenéticas via WhatsApp com Sousa para alinhar a narrativa oficial do governo com a velocidade das redes sociais.
A relação atingiu o ápice do fisiologismo digital quando o governo Lula enfrentou sua primeira grande crise de popularidade com a taxação de sites como Shein e Shopee. Enquanto o povo gritava contra os impostos, a Choquei agia como um escudo digital, tentando "limpar a barra" de Janja e Lula com uma agressividade que levantou suspeitas sobre o que realmente financiava aquele engajamento massivo.
A imagem de Raphael Sousa sorridente ao lado de Lula e Janja em fevereiro de 2023, dentro do gabinete presidencial, agora ganha contornos sombrios. Como um homem acusado de ser o "operador de mídia" de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro teve as chaves do Palácio?
A oposição já se articula: o "trio de ferro" formado por Lula, Janja e o dono da Choquei está sob a mira. Estaria a máquina de propaganda do PT sendo alimentada por esquemas obscuros investigados pela PF? O que o "influenciador da corte" tem a dizer em sua delação pode fazer o Planalto tremer como nunca antes.

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