Política
Lula dispara contra Flávio Bolsonaro e diz que "mais coisas" entre ele e Daniel Vorcaro ainda vão aparecer
"A verdade tarda mas não falha", falou o presidente sobre o envolvimento de seu principal oponente nas eleições com o banqueiro investigado Daniel Vorcaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou pela primeira vez, diretamente, do escândalo que envolveu o seu principal oponente nas eleições deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e disse que ‘ainda vai aparecer muito mais coisa’.
‘A verdade tarda mas não falha. Vocês, que são da área cultural desse país, sabem quantas ofensas artistas receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet. Mas nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro’, disse o presidente durante um evento com setor cultural no Espírito Santo. ‘E ainda vai aparecer muito mais coisa porque nós estamos convencidos que o período da mentira, das ofensas, da violência, da incivilidade precisa acabar no nosso país’, continuou.
O senador, pré-candidato à Presidência, admitiu que negociou e recebeu pelo menos US$12 milhões de Daniel Vorcaro para financiar o filme ‘Dark Horse’, uma versão romanceada da história do ex-presidente Jair Bolsonaro, depois que o site The Intercept Brasil revelou áudios trocados por mensagem entre Flávio e Vorcaro. Até então, o senador alegava nunca ter falado com o ex-dono do Banco Master.
O senador negou ter cometido qualquer irregularidade, alegando ter buscado recursos privados para o filme sem oferecer qualquer vantagem em troca.
Esta semana, Flávio admitiu que foi a casa de Vorcaro enquanto ele estava em prisão domiciliar, em novembro do ano passado, logo depois de ter sido alvo de uma primeira operação da Polícia Federal.
Quem imaginava que aquele menino (Flávio Bolsonaro), que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estivesse pegando milhões de dólares para fazer um filme do pai? Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora’, disse Lula.
Até agora, Lula havia feito insinuações em relação ao envolvimento do senador com o caso Master, mas não acusações diretas, seguindo o roteiro de focar apenas na valorização das ações do governo.
Há uma semana, quando o caso surgiu, o presidente foi diretamente questionado durante uma viagem a Salvador e disse que não iria comentar porque esse era um ‘caso de polícia’.
‘Eu não vou comentar, é um caso de polícia, não meu. Eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia’, disse.
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