Política
ACM Neto cobra explicações de Jerônimo sobre destino de quase R$ 30 bilhões em empréstimos contratados pelo governo da Bahia
Na publicação, ACM Neto pergunta diretamente aos baianos se concordam com o discurso do governador e se realmente percebem avanços concretos na vida das famílias mais vulneráveis do estado

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a criticar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e questionou publicamente o destino dos quase R$ 30 bilhões em empréstimos já contratados pelo atual governo desde o início de sua administração. A cobrança foi feita em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual Neto rebate a narrativa utilizada por Jerônimo em propagandas institucionais, de que “governa para cuidar dos mais pobres”.
Na publicação, ACM Neto pergunta diretamente aos baianos se concordam com o discurso do governador e se realmente percebem avanços concretos na vida das famílias mais vulneráveis do estado.
“Será que a vida do mais pobre melhorou de verdade na Bahia?”, questionou o ex-prefeito, ao mencionar episódios recorrentes de filas extensas na regulação, pacientes dormindo em corredores de hospitais e casos de violência que, segundo ele, revelam a fragilidade dos serviços públicos.
Neto destacou que a população de baixa renda tem enfrentado um cenário de dificuldades cada vez maiores, apesar dos quase 20 anos de governos do PT no estado. “O pobre tem dado um duro danado para sobreviver, mas não viu nada mudar”, afirmou.
O ex-prefeito também criticou a falta de clareza sobre a aplicação dos recursos provenientes dos empréstimos contratados pela gestão Jerônimo. Ele lembrou que, mesmo com o volume expressivo de operações financeiras, a Bahia continua entre os estados com maiores índices de extrema pobreza do país.
ACM Neto ainda desafiou o governador a apresentar números concretos sobre políticas habitacionais. “Quero saber quantas casas populares ele entregou para quem realmente precisa”, provocou.
A fala de Neto amplia o clima de tensão política no estado, especialmente diante da proximidade do calendário eleitoral. Enquanto Jerônimo reforça sua imagem de gestor voltado para ações sociais, a oposição intensifica o discurso de cobrança por resultados, transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos.
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