A relação entre o agora ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a empresa baiana Liga Engenharia LTDA entrou no radar político após a deflagração de uma operação da Polícia Federal na manhã dessa quarta-feira (25). A ação investiga um suposto esquema de corrupção que teria garantido quase R$ 190 milhões em repasses públicos à construtora, mediante fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo as informações apuradas, o proprietário da empresa, o empreiteiro Pedro Garcez de Souza, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão no Horto Florestal, bairro nobre de Salvador, além da sede da empresa.
Segundo a Polícia Federal (PF), o dinheiro é fruto de um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro que está em investigação, que deveria ser para obras de infraestrutura em Pernambuco.
O ex-prefeito de Petrolina (PE) Miguel Coelho e deputado Fernando Filho (União-PE), que são filhos do ex-senador, também estão na mira da investigação.
A Operação Vassalos foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A decisão cita a “meteórica ascensão da preferência municipal” por uma única empresa, a do investigado.
Contrato com a Conder em 2022
Garcez teve um firmado em 2022 junto à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia – CONDER. À época, a Liga Engenharia venceu licitação no valor de R$ 2.238.825,69 para execução de pavimentação asfáltica (CBUQ) de vias no município de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador.
O contrato previa a execução de obras de infraestrutura urbana, com recursos públicos estaduais. O período coincide com a gestão de Rui Costa à frente do Governo da Bahia, antes de assumir a Casa Civil no governo do presidente Lula.
O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, à medida que a Polícia Federal analisa documentos e equipamentos apreendidos durante a operação.

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