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Governadora de Pernambuco vai gastar R$ 500 milhões com 11 trens usados de Belo Horizonte e Porto Alegre
A medida faz parte de um pacote de investimentos emergenciais de R$ 500 milhões, fruto de um acordo entre o Governo Federal e a gestão estadual, visando preparar o terreno para a futura concessão do sistema à iniciativa privada

Em uma tentativa de aliviar o histórico de atrasos e panes que assolam o Metrô do Recife, a governadora Raquel Lyra anunciou a incorporação de
11 trens usados
à frota local. As composições virão dos sistemas de Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS), com previsão de início de operação em solo pernambucano para o
primeiro semestre de 2026.
A medida faz parte de um pacote de investimentos emergenciais de
R$ 500 milhões, fruto de um acordo entre o Governo Federal e a gestão estadual, visando preparar o terreno para a futura concessão do sistema à iniciativa privada.
A chegada dos trens de Belo Horizonte foi possibilitada pela renovação da frota mineira, que adquiriu novos comboios fabricados na China. Com a substituição lá, as unidades seminovas — mas em melhor estado de conservação que as atuais do Recife — foram redirecionadas para Pernambuco.
Os principais pontos da operação incluem:
- Cronograma:A entrega está prevista para começar no final demarço de 2026, estendendo-se até julho do mesmo ano.
- Objetivo:Reduzir o tempo de espera nas estações e garantir que o sistema tenha "reservas" para quando composições quebrarem.
- Integração:Os trens passarão por revisões técnicas e adaptações para se adequarem aos trilhos e sistemas de sinalização da capital pernambucana.
Apesar do anúncio ser visto como um fôlego para os usuários, a decisão não é unânime. Sindicatos e especialistas em mobilidade urbana manifestaram preocupação com o fato de o estado estar recebendo material "descartado" por outras capitais.
O governo pernambucano defende que a compra de trens novos levaria anos para ser licitada e fabricada, enquanto as unidades usadas oferecem uma
solução de curto prazo
para o colapso iminente do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana.
A chegada do material rodante é o primeiro passo de um cronograma que inclui a
estadualização do sistema
(atualmente sob gestão da CBTU federal) e o subsequente leilão de concessão. A expectativa é que, com a gestão privada, novos investimentos em infraestrutura pesada sejam realizados ao longo da próxima década.
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