Economia
Rombo nos Correios aumenta no governo Lula e prejuízo financeiro atinge R$ 8,5 bilhões em 2025
Gastos com processos judiciais e o aumento de custos operacionais impulsionaram o resultado negativo da estatal

Os Correios divulgaram nessa quinta-feira, (23), o resultado financeiro de 2025. Segundo o balanço, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, um valor três vezes superiorao verificado em 2024, de R$ 2,6 bilhões.
A estatal comunicou que o resultado negativo foi impulsionado pelo aumento de custos operacionais e pelos gastos com processos judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões. Perante a Justiça, a principal demanda aos Correios foi trabalhista, como reivindicação de adicional de periculosidade e extras pela atividade de distribuição e coleta externa.
A receita bruta, em 2025, foi de R$ 17,3 bilhões, uma queda de 11,35% ante 2024. O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.
Desde o último trimestre de 2022, os Correios registram prejuízo. A estatal acumula14 ciclos financeiros de ônus.
Diante do cenário, a empresa buscouoperação de créditocom aporte de R$ 20 bilhões. O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo inferior, no valor deR$ 12 bilhões.
A estatal teve acesso ao recurso nosúltimos dias de 2025. Dessa forma,o aporte pouco afetou o balanço financeiropor o crédito ter sido usado paracobrir despesas emergenciais.
Uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões segue em tratativa.
Em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, declarou que ocrédito extra não é necessário no momento. O chefe da estatal explicou que não vale a pena captar recurso e “ficar empoçado”.
Rondon falou que houve umamaior receptividade dos bancospara conceder o empréstimo em comparação com 2025. “Podem não ser os R$ 8 bilhões para uma próxima captação, [porque] algumas ações que a gente conseguiu implementar trouxeram conforto de liquidez que é relevante”, acrescentou.
Aos jornalistas, o presidente da estatal declarou haver“grande segurança” sobre a redução significativa de despesas operacionaisdos Correios nos próximos anossem afetar o serviçoprestado. Sobre asdespesas judiciais, o presidente da empresa relatou não haver estimativa de redução no curto prazo.
O chefe da empresa destacou aqueda de 32% nos custos com empregadosem comparação com 2024. “Esse indicador mostra que a empresa estáoperando com maior produtividadee melhor gestão de recursos”, afirmou o presidente dos Correios.
Rondon aindadescartouestar em pauta aprivatização da estatal.
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