Economia
Ministro de Lula diz que “não é o governo que gasta, é a guerra no Irã que aumenta o preço”
Ministro da Fazenda atribui parte da inflação ao conflito internacional e rebate críticas sobre gastos públicos; documentos do BC, entretanto, indicam que fatores externos e domésticos atuam simultaneamente sobre os preços

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu à guerra envolvendo Estados Unidos e Irã parte da pressão sobre os preços no Brasil e rebateu as críticas de que os gastos do governo seriam responsáveis pelo cenário inflacionário.
Durigan afirmou que o conflito internacional afeta diretamente o preço dos combustíveis e também compromete a oferta de produtos importantes para a economia brasileira, como fertilizantes.
Em uma das declarações mais políticas da entrevista, o ministro afirmou que “não é o governo que gasta, é a guerra no Irã que aumenta o preço”, relacionando ainda o conflito aos Estados Unidos e fazendo críticas ao bolsonarismo.
O conflito no Oriente Médio provocou forte instabilidade no mercado internacional de petróleo. Nesta semana, o barril do Brent chegou novamente próximo dos US$ 95 e fechou a quinta-feira (20) cotado a US$ 93,24, após uma nova escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
O aumento do petróleo pode chegar ao consumidor por diferentes caminhos: combustíveis, transporte, fretes, produtos petroquímicos e custos de produção.
A situação é especialmente sensível para o Brasil também por causa dos fertilizantes. O Ministério da Fazenda já reconheceu em seus próprios documentos que o conflito pode elevar os preços do petróleo, combustíveis, petroquímicos e fertilizantes, produzindo efeitos diretos e indiretos sobre a inflação.
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