Economia
Prefeito de Salvador pede atuação de Ministério Público e TCE contra excesso de empréstimos feitos por Jerônimo
O prefeito soteropolitano cobrou a atuação de instituições como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público, a fim de investigar a razoabilidade e a legalidade dos sucessivos pedidos de empréstimos encaminhados pelo Executivo estadual

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, fez duras críticas nesta terça-feira, (16), à política de endividamento adotada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e defendeu a atuação de órgãos de controle para apurar o volume de empréstimos solicitados pelo governo estadual nos últimos meses.
Segundo Bruno Reis, o governador “já passou do limite” ao recorrer de forma reiterada a operações de crédito, alertando para possíveis impactos nas finanças do Estado e no comprometimento de gestões futuras. O prefeito soteropolitano cobrou a atuação de instituições como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Ministério Público, a fim de investigar a razoabilidade e a legalidade dos sucessivos pedidos de empréstimos encaminhados pelo Executivo estadual.
De acordo com dados citados pelo prefeito, em apenas três anos de governo, Jerônimo Rodrigues já realizou 23 solicitações de operações de crédito, que somam R$ 26,7 bilhões. O montante, conforme ressaltou Bruno Reis, supera o total de empréstimos solicitados pelos três últimos governadores que antecederam o atual chefe do Executivo baiano.
“Isso está comprometendo gestões futuras. A quantidade de empréstimos que Jerônimo está pedindo é irrazoável. Já passou dos limites. Chegou a hora dos órgãos de controle atuarem para saber”, afirmou Bruno Reis, ao reforçar a necessidade de maior rigor na fiscalização das contas públicas estaduais.
As declarações do prefeito acirram ainda mais o embate político entre a gestão municipal de Salvador e o governo estadual, especialmente em um cenário de discussões sobre responsabilidade fiscal, endividamento público e prioridades de investimento na Bahia. Até o momento, o governo do Estado não se manifestou oficialmente sobre as críticas.
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