Economia
Na farra do empréstimos, Jerônimo pega mais R$ 2 bilhões no Banco do Brasil e aumenta dívida dos baianos para mais R$ 26 bilhões de reais
Com os sucessivos pedidos de financiamento, a oposição tem elevado o tom das críticas e promete acionar órgãos de controle para acompanhar a execução dos recursos. Enquanto isso, o governo sustenta que os empréstimos são necessários para assegurar investimentos e manter o ritmo das obras no estado

Em uma sessão marcada por longas discussões e sucessivas tentativas de obstrução, a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou, na noite dessa segunda-feira, um novo empréstimo solicitado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A autorização, votada após mais de sete horas de sessão, permite ao Estado contratar R$ 2 bilhões junto ao Banco do Brasil, elevando a dívida da Bahia para R$ 26 bilhões apenas em operações financeiras obtidas junto a instituições bancárias.
O governo contou com o apoio dos deputados aliados para assegurar a aprovação da matéria. A bancada de oposição votou contra, assim como o deputado Hilton Coelho (Psol), crítico contumaz da política de endividamento adotada pelo Executivo estadual.
Durante a sessão, a oposição utilizou diversos instrumentos regimentais para tentar adiar a votação, como pedidos de verificação de quórum e questões de ordem, o que prolongou o debate e tensionou o plenário. Após o encerramento da votação, o líder do bloco oposicionista, Tiago Correia (PSDB), ainda solicitou a reconsideração do resultado, pedido imediatamente rejeitado pela presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD).
Além da aprovação do novo empréstimo bilionário, os deputados estaduais também deram aval a dois pedidos de urgência enviados pelo governo, que somam R$ 950 milhões em novas operações de crédito.
O primeiro, no valor de R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal, integra o Programa de Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa), com previsão de investimentos em saúde, mobilidade, educação e infraestrutura.
O segundo pedido de urgência, de R$ 650 milhões, será contratado novamente com o Banco do Brasil e tem como objetivo garantir aportes para contratos de parcerias público-privadas (PPPs).
Com os sucessivos pedidos de financiamento, a oposição tem elevado o tom das críticas e promete acionar órgãos de controle para acompanhar a execução dos recursos. Enquanto isso, o governo sustenta que os empréstimos são necessários para assegurar investimentos e manter o ritmo das obras no estado.
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