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Mesmo com prejuízo de R$ 6,1 bilhões e pressão sobre contas públicas, ministro de Lula fala que Correios não será privatizado

Mesmo com o balanço negativo e beirando à falência, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na última quarta-feira, (26), que não há qualquer discussão no governo para privatizar à estatal

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Mesmo com prejuízo de R$ 6,1 bilhões e pressão sobre contas públicas, ministro de Lula fala que Correios não será privatizado

Acumulando um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões de reais com despesas trabalhistas e queda nas receitas, os Correios é uma das estatais que mais tem pressionado as contas públicas da União. Sob gestão do PT, neste ano de 2025 a empresa ampliou seu rombo financeiro e vai fechar o ano com um déficit de R$ 6,1 bilhões, número quase três vezes maior que o mesmo período de 2024.

Mesmo com o balanço negativo e beirando à falência, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na última quarta-feira, (26), que não há qualquer discussão no governo para privatizar à estatal.

Durante entrevista a Globo News, o ministro comentou que apoio financeiro do governo passará primeiro por um plano de reestruturação. Os Correios acumula 12 trimestres de prejuízos e depende de um empréstimo de R$ 20 bilhões para sair do "buraco".

Segundo Fernando Haddad, o Ministério da Fazenda encomendou estudos sobre serviços postais no mundo todo e justificou que a maior parte não abre mão desse tipo de serviço. O balanço mais recente indica que apenas no 3º trimestre as perdas alcançaram R$ 1,7 bilhão, após um primeiro semestre em que o déficit já somava R$ 4,4 bilhões. A receita total da empresa caiu para R$ 12,35 bilhões, retração de 12,7% em relação aos R$ 14,15 bilhões arrecadados um ano antes.

O quadro financeiro da estatal já repercute dentro do governo. A equipe econômica revisou para cima a previsão de déficit primário dos Correios, que deve alcançar R$ 5,8 bilhões em 2025, mais que o dobro da projeção anterior.

O resultado impacta diretamente as contas públicas, já que as estatais federais devem encerrar o ano com saldo negativo de R$ 9,2 bilhões, acima da meta fixada.

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