O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu nesta semana a Ordem do Mérito Educativo à primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, durante uma cerimônia oficial realizada pelo Ministério da Educação. A honraria, destinada a personalidades que se destacam por “excepcionais serviços prestados à educação no Brasil”, foi entregue a 262 agraciados, entre eles ministros do governo, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes da Câmara e do Senado, além de escritores e influenciadores digitais.
A inclusão da primeira-dama na lista, no entanto, provocou questionamentos sobre os critérios utilizados para a escolha dos homenageados. Críticos apontam que não há registros de atuação direta de Janja em políticas públicas educacionais que justificassem a distinção máxima da área.
Críticas à condecoração
Parlamentares da oposição e especialistas em gestão pública classificaram a decisão como “politização de medalhas oficiais” e “uso indevido de honrarias para autopromoção governamental”. Nas redes sociais, o tema rapidamente ganhou repercussão, com usuários levantando dúvidas sobre a relevância dos serviços prestados pela primeira-dama ao setor educacional.
Integrantes do governo, por outro lado, defenderam a homenagem afirmando que Janja tem atuado em pautas sociais, sobretudo relacionadas à proteção de mulheres, crianças e adolescentes, o que, segundo essa ala, teria impacto indireto em áreas como assistência e educação.
Quarta honraria recebida desde o início do governo
A medalha da Ordem do Mérito Educativo é a quarta condecoração oficial recebida por Janja desde o início do terceiro mandato de Lula.
Veja a lista:
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2023: Recebeu a Ordem do Rio Branco, concedida pelo Itamaraty por “serviços relevantes às relações exteriores do Brasil”.
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2024: Foi homenageada com a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz, destinada a contribuições para a saúde pública.
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Maio de 2025: Recebeu a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.
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Novembro de 2025: Agora, é agraciada com a Ordem do Mérito Educativo.
A sucessão de homenagens reacende debates sobre a tradição de conceder honrarias a figuras próximas ao presidente e a necessidade de critérios mais transparentes e técnicos para a escolha dos agraciados.

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