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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Revista britânica diz que Lula não deveria disputar reeleição em 2026 por causa da idade

No texto, o periódico faz uma comparação direta entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição após questionamentos sobre suas condições físicas e cognitivas. Lula completou 80 anos em 2025 e, caso seja reeleito, encerraria um eventual quarto mandato aos 85 anos de idade

Revista britânica diz que Lula não deveria disputar reeleição em 2026 por causa da idade
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A revista britânica The Economist publicou, nesta terça-feira (30), um artigo no qual afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar um novo mandato nas eleições de 2026 em razão da idade. Segundo a publicação, candidatos com mais de 80 anos representam “riscos elevados” para a estabilidade política e institucional, mesmo quando são experientes, populares e politicamente consolidados.

No texto, o periódico faz uma comparação direta entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição após questionamentos sobre suas condições físicas e cognitivas. Lula completou 80 anos em 2025 e, caso seja reeleito, encerraria um eventual quarto mandato aos 85 anos de idade.

“Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo período do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”, destaca a revista, ao lembrar o impacto político da retirada de Biden da corrida presidencial. Para The Economist, o carisma do presidente brasileiro “não é escudo contra o declínio cognitivo”, um fator que, segundo a análise, deve ser considerado com cautela pelos eleitores e pelas instituições democráticas.

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Além da questão etária, o artigo critica o desempenho econômico do atual governo, classificado como “medíocre”, e avalia que uma nova campanha eleitoral de Lula seria inevitavelmente marcada pelos escândalos de corrupção ocorridos durante seus dois primeiros mandatos. De acordo com a publicação, esses episódios continuam pesando na percepção de parte significativa da sociedade brasileira, e “muitos brasileiros não conseguem perdoá-lo”.

A revista defende que o Brasil deveria passar por um processo de renovação política e sustenta que Lula poderia abrir espaço para uma nova geração de lideranças, tanto à esquerda quanto no centro do espectro político. O texto relembra ainda que, durante a campanha eleitoral de 2022, o petista sinalizou que não pretendia disputar um quarto mandato presidencial.

Apesar disso, The Economist observa que, até o momento, não há sinais claros de que Lula esteja preparando um sucessor político capaz de herdar sua liderança ou unificar forças progressistas no país. A ausência de nomes consolidados, segundo a análise, amplia a incerteza sobre o futuro da esquerda brasileira e reforça o debate sobre a necessidade de renovação no cenário político nacional.

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