A Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) por participação em um esquema de desvio de verba indenizatória por meio de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). A investigação aponta que o parlamentar bolsonarista utilizou a entidade para justificar gastos fictícios relacionados ao mandato, fraudando a cota parlamentar destinada ao ressarcimento de despesas do exercício legislativo.
De acordo com o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a OSCIP usada no esquema operava com diversos indícios de irregularidades, entre eles a inclusão de crianças de apenas um a nove anos no quadro social da organização. A PF afirma que documentos falsos eram produzidos para simular serviços nunca prestados, permitindo o desvio sistemático de recursos públicos.
Gayer já havia se tornado alvo da corporação em outubro de 2024, quando uma operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Brasília e em quatro municípios de Goiás, seu reduto eleitoral. Na ocasião, agentes apreenderam R$ 70 mil em dinheiro vivo com um assessor do deputado, valor que, segundo a PF, pode estar vinculado às fraudes agora detalhadas no inquérito.
Os crimes investigados incluem peculato, associação criminosa, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Com o indiciamento formalizado, caberá ao STF avaliar os elementos apresentados pela Polícia Federal e decidir sobre o prosseguimento da ação penal.

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