A passagem do presidente Lula (PT) por Salvador, na sexta-feira (06), foi marcada por um constrangedor fiasco de público, cenário que ampliou a preocupação da cúpula do PT na Bahia e reforçou a percepção de baixa popularidade do petista no estado. Lula esteve na capital baiana para cumprir agenda do Novo PAC Saúde, em evento realizado no Parque de Exposições, mas encontrou um ambiente muito distante das tradicionais mobilizações que costumam acompanhar suas visitas à Bahia.
Imagens registradas durante a cerimônia e que circularam nas redes sociais evidenciam o esvaziamento do evento. Espaços reservados para a plateia apareceram praticamente vazios, sendo ocupados apenas por pequenas caravanas organizadas por políticos aliados e militantes levados de forma dirigida. O cenário foi avaliado por pessoas presentes como um “verdadeiro fiasco”, sobretudo pela expectativa criada em torno da visita presidencial.
De acordo com informações de bastidores, mais de 300 prefeitos teriam sido convocados para participar da agenda, o que tornaria ainda mais evidente a frustração com o baixo comparecimento. Mesmo com forte articulação política prévia e mobilização de lideranças regionais, o evento não conseguiu atrair público espontâneo nem empolgar a militância histórica do partido no estado.
A baixa adesão em Salvador ocorre em um momento delicado para o PT baiano, que já enfrenta tensões internas, desgaste com aliados e dificuldades na condução de sua estratégia política visando as eleições de 2026. Para integrantes da legenda, o esvaziamento do ato acendeu um sinal de alerta sobre a capacidade de mobilização do partido e o atual nível de aprovação do presidente Lula em um dos estados que, historicamente, sempre figurou como um de seus principais redutos eleitorais.
Nos bastidores, lideranças petistas admitem preocupação com a repercussão negativa das imagens e avaliam que o episódio pode refletir um distanciamento crescente entre o governo federal e a base popular baiana. O contraste com eventos anteriores, que reuniam multidões em Salvador e no interior do estado, reforça a leitura de que o capital político de Lula na Bahia já não é o mesmo de outros momentos de sua trajetória.
Apesar do discurso oficial otimista e da tentativa de minimizar o episódio, o ato esvaziado no Parque de Exposições deixou evidente que o PT enfrenta desafios reais para reconectar o presidente com a população baiana, em um cenário político cada vez mais adverso e marcado por sinais claros de desgaste.

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