Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em Salvador, o presidente Lula fez um discurso de cobranças e autocrítica. O petista afirmou que “as brigas internas acabaram com o PT”, ao questionar a perda de espaço nos municípios e cobrar que a sigla pare de “perseguir o erro”.
Lula questionou o atual tamanho da governança do partido, citando o cenário em São Paulo, e alertou que a sigla não pode “continuar perseguindo o erro”. O presidente afirmou que o foco deve ser o fortalecimento da instituição partidária, e não apenas de sua figura pessoal: “Não é o Lula que tem que ser forte. É o partido que tem que ser forte”.
De acordo com Lula, a principal necessidade do PT é retomar o contato direto com a população mais pobre. “O PT precisa ir para a periferia conversar com o povo”, afirmou. Ele destacou também a importância de dialogar com o grupo evangélico, ressaltando que 90% desse público recebe benefícios do governo. “Nós não precisamos esperar o pastor falar bem de nós. Nós precisamos ir lá”, completou.

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