O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia a compra de um novo avião presidencial, que pode custar aos cofres públicos entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões. A possibilidade de troca da aeronave oficial ocorre após ao menos três incidentes registrados em viagens recentes e tem gerado preocupação entre aliados do petista, que enxergam potencial desgaste político, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.
Segundo informações de bastidores, a intenção de substituir o atual avião presidencial decorre da insatisfação do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva, com as limitações da aeronave em operação. Lula defende a aquisição de um equipamento com maior autonomia para voos internacionais, mais espaço interno para reuniões, área vip e um quarto mais amplo, com cama, alegando a necessidade de melhores condições para cumprir agendas oficiais no exterior.
O presidente tem relatado preocupação com os riscos enfrentados durante deslocamentos aéreos. O episódio mais recente ocorreu no início de outubro, no estado do Pará. De acordo com o próprio Lula, uma falha no motor antes da decolagem obrigou a comitiva presidencial a trocar de aeronave. O grupo seguia para o município de Breves, na Ilha do Marajó, quando o problema foi identificado ainda em solo.
Segundo o relato do presidente, todos os ocupantes desembarcaram por precaução, diante do receio de incêndio na aeronave. O episódio reforçou as queixas de Lula sobre a segurança e as condições técnicas do avião atualmente utilizado pela Presidência da República.
Apesar disso, aliados próximos ao Planalto avaliam que a compra de um novo avião pode gerar forte reação negativa da opinião pública, sobretudo em um cenário de dificuldades econômicas e cobrança por maior austeridade nos gastos públicos. Diante desse contexto, há aconselhamento interno para que a decisão seja adiada, evitando desgaste político em um momento sensível para o governo.
Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou oficialmente a abertura de processo de compra da nova aeronave, mas o tema segue em discussão interna.

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