O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a defender, nessa segunda-feira (12), a política de aprovação automática de alunos da rede estadual de ensino, rebatizada pela gestão estadual como “regime de progressão de estudantes”. A declaração foi feita durante discurso na entrega da reforma de um colégio estadual no bairro Jardim Armação, em Salvador.
A medida, publicada no início de 2024 por meio de portaria da Secretaria da Educação do Estado (SEC), estabelece a progressão dos estudantes mesmo sem o domínio pleno dos conteúdos previstos para cada série. Desde que foi anunciada, a iniciativa se tornou alvo de críticas de educadores, especialistas e representantes da oposição, que apontam risco de queda na qualidade do ensino e mascaramento de indicadores educacionais.
Ao justificar a defesa da política, Jerônimo Rodrigues afirmou que a educação pública baiana já enfrentou momentos mais críticos. Segundo o governador, houve um período em que as escolas eram ocupadas por professores sem formação adequada, argumento usado para sustentar que o atual modelo busca corrigir distorções históricas do sistema educacional do estado.
“A educação da Bahia já foi pior”, declarou o governador, ao reforçar que a progressão não deve ser confundida com abandono do acompanhamento pedagógico dos estudantes.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado afirmou que a política de progressão tem como objetivo garantir oportunidades reais de aprendizagem e evitar a evasão escolar. A SEC destacou que a aprovação automática faz parte de um conjunto mais amplo de ações, que inclui programas como o Bolsa Presença, voltado à permanência do estudante na escola, e a Progressão Parcial, que permite ao aluno avançar de série enquanto recupera conteúdos não assimilados.
Apesar das explicações do governo, o tema segue provocando debates no meio educacional e político, especialmente sobre os impactos da medida no aprendizado dos alunos e na credibilidade do ensino público estadual.

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