O senador Jacques Wagner (PT-BA) esteve diretamente envolvido na articulação que levou à contratação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski como consultor jurídico do Banco Master. A indicação partiu do parlamentar baiano após ele ser procurado por pessoas ligadas à instituição financeira, que buscavam o nome de um jurista de grande prestígio no meio jurídico nacional.
À época, Lewandowski havia acabado de deixar o STF e retomado suas atividades na advocacia privada. Diante do perfil solicitado pelo banco, Wagner sugeriu o nome do ex-ministro, que também já havia ocupado o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após a articulação, o Banco Master firmou contrato com o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, com pagamentos mensais no valor de R$ 250 mil. O acordo previa a atuação do jurista como consultor jurídico da instituição financeira.
No entanto, de acordo com apurações reveladas recentemente, os repasses ao escritório de Lewandowski teriam continuado mesmo após ele assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, já no terceiro mandato do presidente Lula. As informações levantam questionamentos sobre a manutenção do vínculo contratual durante o período em que o ex-ministro exercia função pública no alto escalão do governo federal.

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