A ex-vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, Célia Regina, denunciou nessa quinta-feira, (25), que foi abandonada pela própria legenda após colaborar com investigações que ajudaram a desmantelar um esquema criminoso de apropriação e venda ilegal de terras devolutas no estado. Segundo ela, a denúncia trouxe consequências graves, incluindo ameaças de morte que a obrigaram a deixar a Bahia.
Ex-secretária municipal de Obras de Juazeiro, Célia Regina afirma que dedicou mais de 23 anos de sua vida ao serviço público, à defesa do interesse coletivo e à construção de políticas voltadas à garantia de dignidade para a população baiana, com especial atenção ao município de Juazeiro. De acordo com o relato, foi justamente no exercício de suas funções institucionais que ela colaborou com investigações que contribuíram para a revelação do esquema criminoso envolvendo terras públicas.
Após ajudar a expor o caso, Célia relata que passou a sofrer ameaças diretas e indiretas, colocando em risco sua integridade física e sua própria vida. Em mensagem enviada ao portal RedeGN, a ex-dirigente petista afirmou que, diante da gravidade da situação e da ausência de medidas eficazes por parte do Governo da Bahia para garantir sua segurança, foi obrigada a deixar o estado.
“Diante da gravidade da situação e da omissão do Governo da Bahia em garantir minha proteção, fui obrigada a deixar o estado. Hoje, encontro-me sob proteção institucional de outro estado brasileiro, mesmo tendo servido com lealdade e coragem ao Estado da Bahia por mais de duas décadas”, declarou.
Ainda segundo Célia Regina, as ameaças não cessaram, mesmo após sua saída da Bahia. Ela alerta para a possibilidade real de que precise ser retirada do país como forma extrema de preservar sua vida, caso o quadro de insegurança persista.
O caso veio a público nesta quinta-feira (25), por iniciativa da própria ex-vice-presidente do PT, e expõe não apenas a gravidade das denúncias relacionadas à grilagem de terras devolutas no estado, mas também o que ela classifica como abandono político e institucional por parte do partido e das autoridades estaduais. Até o momento, o PT da Bahia e o Governo do Estado não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias.

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