Na esteira das movimentações pré-eleitorais na Bahia, militantes do PT intensificaram ataques ao ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, o “Quinho Tigre”, após a circular informações sobre uma possível aproximação com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Segundo apuração de bastidores, Quinho teria iniciado conversas nas últimas semanas com Neto e também com o atual prefeito da capital baiana, Bruno Reis, ambos do União Brasil. O diálogo teria avançado para uma reunião presencial realizada na última quinta-feira (5), em Salvador, consolidando o que interlocutores descrevem como um “flerte político” em estágio mais estruturado.
A possível articulação gerou forte reação entre petistas baianos, que classificaram o movimento como “incoerente” e “oportunista”. Reservadamente, dirigentes da sigla avaliam que a aproximação com o principal nome da oposição ao governador Jerônimo Rodrigues pode representar uma ruptura definitiva com o campo governista no estado.
Quinho, que governou o município de Belo Campo, vinha se articulando para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia pelo PSD, partido ao qual ainda está filiado. A movimentação rumo a uma aliança com o grupo de ACM Neto, contudo, pode alterar o desenho partidário da sua candidatura em 2026, dependendo do grau de comprometimento firmado entre as partes.
Fontes próximas às negociações afirmam que, durante a reunião, ACM Neto teria sinalizado apoio ao projeto político de Quinho para disputar a Prefeitura de Vitória da Conquista em 2028, caso a composição fosse formalizada. O ex-prefeito de Belo Campo já declarou publicamente seu desejo de administrar a terceira maior cidade da Bahia, considerado um dos principais polos econômicos e políticos do interior do estado.
O possível acordo é visto por analistas como parte da estratégia de ACM Neto de ampliar sua base no interior baiano, especialmente em regiões estratégicas do sudoeste. Ao mesmo tempo, a eventual saída de Quinho do campo governista pode representar uma perda simbólica para aliados do governo estadual, sobretudo em um momento de rearranjo das forças políticas visando as próximas disputas eleitorais.

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