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Tempo de espera na fila da regulação piora sob governo Jerônimo Rodrigues, aponta relatório do TCE

Além disso, a auditoria do TCE-BA identificou falhas administrativas que impactam o funcionamento da regulação no estado

Por Redação Diário Paralelo3 min de leitura
Tempo de espera na fila da regulação piora sob governo Jerônimo Rodrigues, aponta relatório do TCE

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) apontou um agravamento significativo no tempo de espera dos pacientes que dependem da regulação estadual de saúde. A auditoria revelou que, entre 2019 e 2024, houve piora no tempo de atendimento em 14 das 26 especialidades monitoradas pelo órgão, evidenciando um cenário de crescente dificuldade no acesso a procedimentos médicos em diversas regiões do estado.

Segundo o levantamento, o tempo médio de espera para realização de uma cirurgia torácica — uma das filas mais críticas — mais que dobrou no período analisado. Se antes o paciente aguardava cerca de quatro dias para conseguir o procedimento, agora precisa esperar, em média, 10,4 dias. Em algumas regiões, a demora pode ultrapassar 17 dias até que o atendimento seja efetivado.

A auditoria também destacou atrasos expressivos em consultas especializadas. As maiores filas envolvem as áreas de Hematologia (7,8 dias de espera), Oncologia (6,7 dias), Urologia (5,7 dias) e Pneumologia (5,6 dias). Mesmo com a ampliação no número de leitos hospitalares ao longo dos últimos anos, o TCE-BA concluiu que a rede estadual permanece insuficiente para reduzir os tempos de resposta e atender à crescente demanda.

De acordo com o relatório, apenas nove especialidades apresentaram redução no tempo de espera, enquanto três permaneceram estáveis. O restante demonstrou piora significativa, reforçando o desafio estrutural enfrentado pela saúde pública baiana.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) reconhece que, apesar dos investimentos feitos pelo governo, como a inauguração de novos hospitais e iniciativas para interiorizar os serviços de saúde, a demora no processo de regulação é um problema real e persistente. Entre as causas apontadas, ele destaca a baixa cobertura da atenção básica — que contribui para o agravamento de doenças — além de outras limitações de ordem estrutural.

Além disso, a auditoria do TCE-BA identificou falhas administrativas que impactam o funcionamento da regulação no estado. Entre elas estão a predominância de servidores terceirizados, a falta de médicos e profissionais qualificados nas centrais regionais e a ausência de concursos públicos desde 2019, fatores que comprometem a continuidade, a eficiência e a qualificação das equipes responsáveis pelo atendimento.

O relatório reforça a necessidade urgente de revisão de processos, ampliação da atenção básica e investimento em pessoal para garantir que os baianos tenham acesso mais rápido e eficiente aos serviços de saúde, reduzindo o sofrimento e os riscos enfrentados pelos pacientes que dependem do sistema de regulação estadual.

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