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Médicos desmentem Jerônimo e afirmam que salários seguem atrasados no Hospital Regional de Irecê

Ainda nessa sexta-feira, o vice-presidente do Sindimed, Dr. Yuri Serafim, criticou duramente o governo baiano. Ele denunciou que, enquanto o Estado tenta investir altos valores para formação de médicos em Cuba, profissionais baianos qualificados permanecem sem oportunidade de atuar no interior

Por Redação Diário Paralelo2 min de leitura
Médicos desmentem Jerônimo e afirmam que salários seguem atrasados no Hospital Regional de Irecê

Médicos que atuam no Hospital Regional de Irecê e o próprio Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) desmentiram, nessa sexta-feira (28), a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que os pagamentos da categoria estariam regularizados. Segundo os profissionais, a maioria continua sem receber salários desde setembro.

No início da tarde, médicos relataram que apenas uma pequena parte dos profissionais recebeu uma das parcelas em atraso — especificamente o salário referente ao mês de setembro. “Alguns receberam, mas não foram todos. A maioria continua sem receber desde setembro”, afirmou um médico ouvido pela reportagem do Informe Baiano.

A informação contrasta com o que disse o governador na quinta-feira, (27). Na ocasião, Jerônimo negou qualquer atraso nos pagamentos e afirmou que a situação teria sido resolvida antes mesmo da repercussão pública. A fala do petista, no entanto, intensificou a insatisfação entre os profissionais, que classificaram a postura do governo como “desconectada da realidade vivida pelos médicos no interior”.

Ainda nessa sexta-feira, o vice-presidente do Sindimed, Dr. Yuri Serafim, criticou duramente o governo baiano. Ele denunciou que, enquanto o Estado tenta investir altos valores para formação de médicos em Cuba, profissionais baianos qualificados permanecem sem oportunidade de atuar no interior.

A situação no Hospital Regional de Irecê reacende o debate sobre a gestão da saúde no estado e a valorização dos profissionais que atuam na rede pública. Até o momento, o governo não se manifestou novamente sobre o novo desmentido feito pela categoria.

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