O governador mineiro, Romeu Zema (Novo), oficializou nesse domingo, (22), sua renúncia do cargo de governador de Minas Gerais e passou o bastão ao vice, Mateus Simões (PSD), que ficará à frente do estado enquanto tenta se consolidar como o principal nome da direita na disputa ao Executivo. O desembarque de Zema ocorre pouco menos de duas semanas antes do prazo final de desincompatibilização exigido pela lei para que ele possa concorrer à Presidência da República, como tem insistido em dizer que fará.
A transmissão de cargo ocorre em duas etapas, com cerimônias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde Simões prestou juramento e assinou o termo de posse, e no Palácio da Liberdade, com a entrega ao novo chefe do Executivo do Colar da Inconfidência.
Com a renúncia, Zema passa agora a se dedicar à pré-campanha à Presidência da República, anunciada há sete meses. O político tem confirmado a pré-candidatura como cabeça de chapa, apesar dos modestos índices em pesquisas de intenção de voto e da especulação de que possa ser escolhido como compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
Embora siga afirmando publicamente que pretende concorrer ao Planalto em outubro, Zema vem fazendo gestos políticos que, nos bastidores da direita, são interpretados como uma possibilidade de composição com o senador. Um dos nomes mais cotados para o posto, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) avisou ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que não quer a nomeação e prefere o Senado.
Em entrevista ao programa “Frente a Frente”, da Folha de S. Paulo e do UOL, o dirigente partidário deixou em aberto o posto para Zema, mas disse que a decisão será de Flávio e do pai, Jair Bolsonaro. Integrantes da pré-campanha do senador afirmam que diferentes perfis estão sendo avaliados e que a definição dependerá do desenho final da coalizão que sustentará o projeto presidencial.

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