O criador de conteúdo da extrema-direita, Luan Lennon, de 23 anos, foi preso no Centro do Rio de Janeiro pelo crime de denunciação caluniosa, após ter forjado um furto para publicar nas redes sociais. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (7) e é investigado pela 4ª DP (Praça da República).
Luan Lennon Camacho Braga Oliveira se apresenta nas redes sociais como carioca, empresário e estudante de Direito. Ele se candidatou a vereador em 2024 pelo Partido Liberal (PL), mas não se elegeu, e já presidiu o PL Jovem do RJ.
Com mais de 1 milhão de seguidores em suas redes, ele afirma em seus perfis que está “combatendo a desordem em todo o estado”.
Recentemente, passou a postar abordagens contra flanelinhas, questionando a cobrança irregular por estacionamento em vias públicas — sempre acompanhado por “auxiliares”.
Os vídeos giram em torno de títulos como “Flanelinhas se dando mal no Maracanã!!” e “Guerra contra a máfia!”. Seguem um roteiro que começa com uma “câmera escondida” que flagram a cobrança para estacionar, prosseguem para a abordagem na rua, com voz de prisão, e não raro terminam com correria ou brigas.
Em declarações públicas, Luan associa sua atuação à militância conservadora. Ele se filiou ao PL em 2021 por admiração ao então presidente Jair Bolsonaro.
Em um evento do PL no Sul Fluminense, em 2023, Luan declarou que seu objetivo era “mostrar que a juventude de direita tem uma casa”. “Fazemos um núcleo de formação para conseguirmos ter pessoas conservadoras em todos os âmbitos: na cultura, no esporte, na educação, não só na política.”
Em entrevista, afirmou: “Nas ruas, escuto muito que sou o ‘Nikolas carioca’, pela idade e ligação à nossa pauta”, em referência ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL mineiro.
Na campanha à Câmara de Vereadores do Rio, em 2024, Luan afirmou que não tinha bens a declarar. Ele obteve 4.208 votos e ficou como suplente.

Comentários: