A Prefeitura Municipal de Itamari publicou nessa quarta-feira, (22), detalhes do contrato que confirma o gasto de R$ 124.174,63 para a construção de quebra-molas em diversas ruas do município. A vigência do serviço, retificada no novo texto, será de apenas dois meses, encerrando-se em 14 de junho de 2026.
O alto valor destinado exclusivamente para redutores de velocidade (quebra-molas) reacende uma discussão já iniciada pelo Diário Paralelo. O ponto central da controvérsia é que muitos desses equipamentos serão instalados em vias que passaram por obras de pavimentação asfáltica há pouquíssimo tempo.
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Na prática, a intervenção levanta dúvidas sobre a eficiência do planejamento urbano da Secretaria de Obras:
- Retrabalho: Por que os redutores não foram previstos e executados durante a pavimentação original?
- Custos: O valor de R$ 124 mil para uma dispensa de licitação (nº 014/2026) é visto como elevado por especialistas, considerando a natureza simples da intervenção.
- Impacto na via: Perfurar ou alterar um asfalto recém-colocado pode comprometer a durabilidade e a integridade da camada asfáltica.
Até o momento, a prefeitura não divulgou os critérios técnicos ou estudos de tráfego que justificassem a escolha exata dos pontos de instalação. Além disso, o Executivo municipal permanece em silêncio sobre a razão de os quebra-molas não terem sido integrados ao projeto inicial das obras de infraestrutura, o que teria evitado o desgaste e o custo adicional agora registrado.
A empresa beneficiada pela dispensa de licitação é a Construtora Mondial Ltda. Com o curto prazo de execução estabelecido na errata, a população espera que, ao menos, o cronograma seja cumprido sem novos aditivos financeiros.

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