Mais uma cena constrangedora envolvendo o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ganhou repercussão nacional nos últimos dias e virou motivo de piada nas redes sociais. Durante a inauguração de uma obra de infraestrutura em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, o governador celebrou a instalação de um piso tátil que, na prática, termina em um poste e em uma área de grama, sem qualquer funcionalidade para pessoas com deficiência visual.
O episódio foi registrado e divulgado pelo próprio Jerônimo em suas redes sociais. No vídeo, o governador aparece exaltando a obra e destacando o piso tátil como um exemplo de acessibilidade. “Dá uma olhada. Iluminação de qualidade. Olha aqui. Esse piso aqui é tátil para pessoas com deficiência”, diz Jerônimo, enquanto mostra o caminho instalado no canteiro central de uma avenida.
O problema é que o piso, que deveria orientar e garantir segurança a pessoas com deficiência visual, não leva a lugar algum. Ao final do trajeto, o caminho termina justamente em uma área de grama, próximo a um poste de iluminação, o que representa não apenas a inutilidade da instalação, mas também um risco potencial de acidentes.
A cena rapidamente viralizou nas redes sociais e foi compartilhada por perfis de humor, ativistas da causa da acessibilidade, jornalistas e políticos de oposição. O caso também repercutiu em veículos de imprensa de alcance nacional, que destacaram o caráter simbólico do episódio como exemplo de obras feitas sem planejamento técnico adequado.
Especialistas e entidades ligadas à inclusão de pessoas com deficiência ressaltam que o piso tátil não é elemento decorativo e precisa seguir normas técnicas rigorosas, previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Quando instalado de forma incorreta, além de não cumprir sua função, pode induzir a erros de deslocamento e colocar vidas em risco.
Até o momento, o governo do Estado não se pronunciou oficialmente sobre o erro nem informou se a instalação será corrigida. O episódio se soma a outras falas e situações controversas protagonizadas pelo governador Jerônimo Rodrigues, que frequentemente acabam ganhando repercussão negativa e alimentando críticas sobre a condução administrativa e a comunicação do governo.
Enquanto isso, a chamada “obra de acessibilidade” segue como símbolo de improviso e descuido, reforçando a percepção de que, muitas vezes, ações divulgadas como avanços sociais acabam se limitando a peças de marketing — ainda que, neste caso, com resultado desastroso para a imagem do próprio governador.

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