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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

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Lula insiste em provocar Trump e pode colocar uma mira americana sobre o Brasil

"Ninguém tem o direito de amedrontar ​os outros", acrescentou Lula em entrevista ao El País

Lula insiste em provocar Trump e pode colocar uma mira americana sobre o Brasil
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O presidente Luiz ⁠Inácio Lula da Silva fez uma crítica ⁠contundente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em ‌uma entrevista ao jornal espanhol El País publicada nesta quinta-feira (16), dizendo que os líderes mundiais deveriam buscar o respeito em vez de ‌governar pelo medo.

“Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país”, disse Lula ao El País, referindo-se à ameaça pública do presidente norte-americano, em 7 de abril, de acabar com a civilização iraniana como parte da guerra dos EUA ⁠e ‌Israel contra o Irã.

“Ele não foi eleito para isso, e ⁠sua Constituição não permite isso.”

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Lula, que deve se encontrar com outro crítico de Trump, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, na sexta-feira em Barcelona, chamou a abordagem do presidente dos EUA à política externa de ‘um jogo muito equivocado’ impulsionado pela suposição ​de que o poder militar e econômico de Washington permite que ele estabeleça as regras.

“Ninguém tem o direito de amedrontar ​os outros”, acrescentou Lula. “É essencial que os poderosos assumam maior responsabilidade pela manutenção da paz.”

O presidente brasileiro se descreveu como um líder que prefere o respeito ao medo.

Ele também pediu eleições livres na Venezuela sem a interferência de Washington, depois de ‌um ataque surpresa em 3 de janeiro ​pelas forças especiais dos EUA que capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas.

‘O que não pode acontecer é os EUA acharem que podem governar a ⁠Venezuela. Isso não ​é normal; isso não ​tem lugar em uma democracia’, disse Lula.

Lula entrou em conflito com Trump com frequência ⁠na última década. Seu principal ​rival na última eleição, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que agora está cumprindo uma sentença de 27 anos por planejar um golpe para permanecer no ​poder, era um aliado próximo e apoiador de Trump.

Lula, de 80 anos, também fez alusão à idade avançada ​dele e de ⁠Trump ao lembrar como ele havia pedido moderação quando Trump, de 79 anos, impôs ⁠pesadas tarifas comerciais ao Brasil e sanções a juízes do Supremo Tribunal Federal responsáveis pelo caso de Bolsonaro. Posteriormente, as sanções foram retiradas e as tarifas foram reduzidas.

“Dois países governados por dois senhores de 80 anos devem falar com muita maturidade”, disse Lula.

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