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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2025

Notícias/Política

Jerônimo desmente Jacques Wagner sobre formação de chapa e abre crise pública no PT

A chamada “queda de braço” se intensificou depois que Wagner antecipou, em declarações públicas, uma possível composição da chapa governista, incluindo o próprio Jerônimo à reeleição, o ministro Rui Costa, o próprio senador e a manutenção de Geraldo Júnior como vice

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O clima de tensão interna no Partido dos Trabalhadores da Bahia ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (26), após o governador Jerônimo Rodrigues desmentir publicamente declarações do senador Jacques Wagner sobre a formação da chapa majoritária governista para as próximas eleições estaduais.

A chamada “queda de braço” se intensificou depois que Wagner antecipou, em declarações públicas, uma possível composição da chapa governista, incluindo o próprio Jerônimo à reeleição, o ministro Rui Costa, o próprio senador e a manutenção de Geraldo Júnior como vice.

Entretanto, em entrevista concedida a uma rádio da capital baiana, Jerônimo Rodrigues afirmou que a chapa ainda não está definida e que qualquer anúncio oficial dependerá de deliberação interna. A declaração foi interpretada como um recado direto a Wagner, ao reforçar que a condução do processo cabe ao governador.

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“A chapa majoritária ainda não está definida. Pretendo, neste fim de semana, sentar com minha equipe para marcar uma agenda com o conselho político e resolver essa questão”, afirmou Jerônimo.

A fala evidencia um movimento estratégico do governador para reafirmar sua autoridade dentro do grupo governista e conter eventuais antecipações que possam fragilizar a unidade partidária. Já Jacques Wagner, um dos principais articuladores políticos do PT na Bahia e figura histórica do partido no estado, vinha atuando como voz influente nas discussões eleitorais, o que gerou desconforto no núcleo palaciano.

Analistas políticos avaliam que o embate vai além da composição de uma chapa e envolve o controle da narrativa e da liderança do partido no estado, especialmente diante da necessidade de manter a coesão interna para enfrentar a oposição em 2026.

Apesar do ruído público, integrantes do partido defendem que o impasse será resolvido internamente, evitando maiores desgastes. A expectativa agora gira em torno da reunião do conselho político anunciada por Jerônimo, que deverá definir os próximos passos e sinalizar qual liderança prevalecerá na condução do projeto eleitoral petista na Bahia.

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